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Dulce Vasconcellos: modelo para as próximas gerações
Flávia Mattar
Durante o fórum “Memória viva e ação cultural na escola – Exposição Abdias Nascimento e a Lei 10.639”, realizado em 25 e 26 de janeiro, no Rio de Janeiro, o Ipeafro – Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros fez uma bonita homenagem à professora Dulce Mendes de Vasconcellos.
Ela recebeu, das mãos de Abdias Nascimento, um quadro pintado por ele. De seus lábios recebeu palavras de admiração e encorajamento. Abdias se referiu à Dulce como alguém que “honra as calças que veste”, como uma mulher que não foge à luta, que pega “o touro à unha”.
No discurso dirigido a ela, fez questão de enfatizar que o povo africano escravizado criou uma humanidade nova, sem fronteiras, que tem como bandeira o que é a bandeira de toda a África: “o africano é a humanidade por excelência, não tentou escravizar ninguém; só quis ser amigo, fraterno, doador de humanidades”.
Em texto escrito por Ipeafro, distribuído à platéia, pode-se perceber a importância desta mulher. “Incansável lutadora, a professora Dulce Mendes de Vasconcellos está na linha de frente da batalha pela educação da população afrodescendente. Pode-se dizer que o Pré-Vestibular para Negros e Carentes, antes de ter esse nome, já havia nascido há tempos no quintal da Dulce, mulher de ação que coloca em prática as reflexões e reivindicações do pensamento negro. Líder de sua comunidade, ela busca com coerência e integridade os direitos da coletividade afrodescendente.”
Dulce, nascida em Ilhéus, Bahia, em 1940, vive no Rio de Janeiro desde os 10 anos de idade. Formou-se em Letras pela UFF e tem um currículo que envolve atuação não só na educação como no movimento comunitário de saúde e no movimento negro organizado.
Ibase – Qual a importância da homenagem do Ipeafro a sua atuação política e social?
Dulce Vasconcellos – Dificilmente vou receber outra homenagem com a mesma importância. Ser homenageada por Abdias Nascimento, maior lutador pela inserção do negro nestes últimos anos, é algo realmente valioso. Considero Abdias um exemplo que todas as pessoas que estão na luta contra a discriminação, o racismo, têm que respeitar e admirar.
Ibase – O que te impulsionou a se lançar de corpo e alma na luta a favor da população negra?
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Cedicun
Dulce atualmente dedica a maior parte de seu tempo ao Centro de Estudos e Divulgação das Culturas Negras da Zona Oeste do Rio de Janeiro, visto estar aposentada como professora do município e do estado do Rio de Janeiro. A sede fica na Estrada do Monteiro, 1.645, Campo Grande. “Estamos trabalhando muito para desenvolver um trabalho para ajudar a comunidade não só na questão da conscientização, mas também na questão de trabalho e renda. Convido as pessoas a conhecerem o espaço.”
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Dulce Vasconcellos – Desde criança tinha a percepção de que havia algo diferente em relação ao negro. Quando tinha 6 anos, lembro de minha mãe me aconselhar: “minha filha, estude porque as madames de Ilhéus não sabem que a escravidão já acabou. Assim, não terá que esfregar a barriga no tanque ou no fogão delas”. Sempre quis conhecer a minha origem.
Me formei em 1965 na UFF, fiz curso de Português e Grego. Só estudávamos eu e mais uma pessoa neste curso. No curso de Letras, quando fazia qualquer questionamento, escutava: “isso é uma questão pessoal sua, você é que tem complexo de inferioridade”.
Queria me aprofundar, fazer algo voltado para a cultura negra. Minha família trabalhava muito. Para eu estudar, minha mãe e minha avó se desdobraram. Minha avó tinha que ter recebido o diploma junto comigo. Eu chegava meia noite em casa e ela estava me esperando com um prato de comida e a água quente para eu tomar banho. Não tinha chuveiro quente, era banho de balde mesmo.
Quando comecei a trabalhar, em um colégio em Niterói, hoje chamado Colégio Estadual Brigadeiro Castrioto, encontrei um grupo de seis ou sete professores negros, foi uma coincidência muito grande. Eles também estavam questionando, procurando explicações e querendo fazer um trabalho voltado para o negro.
Fora isso, meu ex-marido, já morto, tinha uma visão melhor do que a minha. Já tinha participado do Clube Palmares, criado em Volta Redonda pelos funcionários negros da siderúrgica por não poderem freqüentar o clube dos funcionários. Eu e ele já vínhamos discutindo muito sobre questões negras, quando me juntei ao grupo de professores. Foi assim que fundamos em São Gonçalo o Ceba, Centro de Estudos Brasil-África.
Enfim, tudo começou pelo meu desejo de me conhecer, de conhecer a luta do negro, de combater as informações limitadas que recebia sobre negros escravos. Alguns colegas tinham razão. A gente ficava complexada mesmo.
Ibase – Você é conhecida como alguém que deu um importante ponta-pé no desenvolvimento do Pré-vestibular para Negros e Carentes. Poderia reviver essa fase, contar sobre o desenvolvimento desta atividade?
Dulce Vasconcellos – Lá no Ceba, estávamos fazendo todas as reuniões preparatórias para a criação do Movimento Negro Unificado (MNU), só que era Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial. Paralelamente a isso, estávamos com um grupo de jovens negros que foi nos procurar colocando que ia fazer pré-vestibular e não podia pagar cursinho. Então, demos apoio. Na verdade, foram cinco ou seis estudantes que freqüentaram as aulas. O interessante foi que conseguimos que todos entrassem para a universidade. Um deles inclusive, um cabo da PM, fez um curso na área biomédica e depois conseguiu fazer medicina. Na realidade, só preparamos essa turma. Isso foi em 1976, 1977. Ainda não existia Pré-Vestibular para Negros e Carentes. Nós fizemos muito sucesso com a turma. Tem um outro trabalho do Ceba que também considero muito importante. Pegamos crianças de 10, 11 anos, que já haviam sido expulsas da escola pública porque não se alfabetizavam, e formamos uma turma de alfabetização. Usamos material do Paulo Freire e contamos com a ajuda de uma normalista. Conseguimos alfabetizar todas as crianças para que elas pudessem voltar para a escola pública.
Ibase – O Ceba era um espaço que congregava diferentes pessoas, era aberto à participação do público?
Dulce Vasconcellos – Era aberto, apesar de estarmos na ditadura. A gente teve inclusive “convite” para levar livro de ata em um órgão do governo no centro da cidade. Começaram a nos ver como subversivos. Não éramos subversivos nesse sentido. Mas tínhamos entre nós alguém condenado à revelia como participante de um levante. Mas nossas reuniões eram abertas, qualquer pessoa podia assistir. Corríamos muito risco mesmo. Contávamos com a presença de muitos jovens, inclusive montamos um grupo de teatro.
Ibase – Qual a sua percepção sobre a implementação de cotas raciais na educação? Concorda com a forma como tem ocorrido?
Dulce Vasconcellos – Sou completamente favorável às cotas. Mas desde o início temos discutido não só o ingresso, mas também a permanência. O governo, para pagar parte da dívida que tem com a nossa população, tem que dar condição da permanência do aluno na universidade. Sei como é duro. Estudei trabalhando. É preciso ver também a questão dos cursos. Não quero cotas para cursos que não têm mais importância no mercado de trabalho, precisamos de Medicina, Engenharia, Odontologia etc. Por exemplo, os alunos que conseguem entrar no curso de Odontologia não têm como gastar 8 mil reais por semestre em material. É preciso haver suporte.
Ibase – O que é necessário ser feito para a plena aplicação da Lei 10.639?
Dulce Vasconcellos – Primeiramente, quanto ao argumento que a maior parte dos colegas professores usa, de que há falta de preparação, de que não há bibliografia etc, gostaria de dizer que isso está furado. Outra coisa é que não se trata de uma disciplina nova, não é tema transversal, que o professor aplica se quiser, não é para a escola optar se quer dar. Ela tem que dar. É preciso haver fiscalização por parte do poder público quanto a isso.
Fora isso, nós do movimento negro organizado temos um papel a desempenhar, temos que estar cobrando por todos os meios, temos que ajudar também quando alguém busca a nossa ajuda, que diz que não sabe como fazer... Sempre vou às escolas, quando sou chamada para falar sobre esse assunto, para mostrar como é possível estar desenvolvendo o trabalho.
Precisamos também estar cobrando das secretarias de educação, dos conselhos, dos nossos representantes no legislativo. Não é só fazer a lei. Hoje, está comprovado que a África é o berço da humanidade, que os gregos beberam lá, que o Egito é africano. Fora isso, tem a contribuição de nossos antepassados escravos no Brasil. Eles sabiam plantar, sabiam minerar.
Ibase – Dulce, além de lutar pela melhoria da qualidade de vida de estudantes, você atuou para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais de ensino. Foi fundadora do Sepe – Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino. Como vê a atividade sindical na atualidade?
Dulce Vasconcellos – Estou um pouco decepcionada. Acho que os sindicatos de modo geral se partidarizaram. Hoje, quando há disputa pela coordenação, direção, há as siglas partidárias, uns são do partido A, outros do B, outros do C etc. Acho que enfraquece o movimento, afasta. Já tivemos assembléias com milhares de professores. Hoje, muitas vezes as decisões são tomadas por pouquíssimas pessoas. Na época, quando fundamos, havia discussão prévia nas escolas, o representante que ia ao Sepe levava uma visão da coletividade. Eu até me desfiliei em determinado momento, mas voltei atrás, resolvi me filiar de novo.
Ibase – O que seria necessário para impulsionar educadores(as) e qual a importância de se investir nisso?
Dulce Vasconcellos – Acho que aquele compromisso que a gente recebia de nossos professores, quando falavam da importância do professor educador para o crescimento do país, do jovem etc, não é mais passado. Junta-se a isso a questão financeira. Ouvi há dois anos de uma professora que ela não tinha obrigação de educar as crianças. É claro que a família também tem a sua parcela a cumprir, mas acho que a importância de educar não faz mais parte do cotidiano de muitos professores. Fora isso, tem a questão do investimento do governo. Agora mesmo li no jornal que o governador está cortando verba da educação, apesar de ter prometido o contrário. A sociedade como um todo precisava se voltar para a questão da educação.
Publicado em 2/2/2007.

| O que você acha que deve ser feito para a lei 10.639 "pegar"? Manifeste-se! |
*moncorvo* moncorvus@clix.pt Inserido em: 2007-07-04 19:17:59
O brasileiro em pleno século XXI, ainda não se declarou racista, tem desenvolvido um preconceito velado, basta adentrar em qualquer órgão público, principalmente no judiciário. De 50 funcionário, não há 15 negros neste órgão. Se vocês querem mudar tal situação, não basta divulgar a cultura negra. Penso, que tal divulgação tem efeito borboleta. Ao invés, de trazer um aumento de negros nos órgãos públicos, tem dificultado tal acesso. Os senhores ou senhoras que tem tal possibilidade, tem que fazer valer a cota, não só no estudo, esporte ou no legislativo, mas no judiciário, a cada 10 funcionário ou estagiários, três tem que ser negro, com vaga garantida.
*Abisai Leite* abisaiisrael@yahoo.com.br Inserido em: 2007-07-20 18:49:12
Seria fundamental os profissionais de educação se cinscientizarem da importância de uma discussão mais ampla quanto as "permanências históricas", como as novas formas de escravismo, presentes ainda hoje no Brasil. Acima de tudo, uma maior preocupação em (re)interpretar o Estado brasileiro; coisa ainda reprezada entre os que pesquisam o país do ponto de vista das estruturas de poder presentes em sua microfísica, em sua microhistória. Insiste-se ainda em omitir temas, como as práticas discriminatórias contra todas as minorias existentes no Brasil, incluindo os homossexuais e as mulheres. Faz-se necessário o entendimento de nossa natureza hibrida e miscigenada, como pretendia Miltom Santos e o funcionalista Darci Ribeiro. Não podemos tornar uma discussâo tão importante, num instrumento de produção demagógica, reducionista e estéril.
*Fábio Idalino* cotasja@hotmail.com Inserido em: 2007-02-04 20:08:24
vamos revidincar que essa lei seja posta em prática.Não,aceitamos que nossa história seja contada por pessoas com visão eurocentrista,ou seja:uma versão totalmente errônea.Mostrando um lado,onde o negro aparecer sendo indolente,aceitando a escravidão na passividade!!!
*Fábio Idalino* cotasja@hotmail.com Inserido em: 2007-02-04 20:14:09
vamos revidincar que essa lei seja posta em prática.Não,aceitamos que nossa história seja contada por pessoas com visão eurocentrista,ou seja:uma versão totalmente errônea.Mostrando um lado,onde o negro aparecer sendo indolente,aceitando a escravidão na passividade!!!
*Nucleo Jovens* ccmnegra@uol.com.br Inserido em: 2007-02-05 19:14:31
Fazer como a Casa de Cultura da Mulher Negra e mais 12 entidades estão fazendo.Já entraram com ação judicial contra o governo federal,estadual e municipal .
*José Eduardo Ribeiro Moretzsohn* josedumoretzsohn@gmail.com Inserido em: 2007-02-05 19:38:23
Difícil responder, numa época em que a joventude -- e a sociedade em geral -- está fugindo das erudições, do excessivo e infundado valor atribuído ao saber estanque, ao que se sabe de um passado cujos usos e costumes de um mundo pequeno já estão muito defasados daqueles do mundo de hoje e sua transbordante população. Talvez funcione mudar o ensino de História de um modo geral, ensiná-lo a partir dos acontecimentos de hoje... onde nos levarão, de quando e onde vêm e por quê? José Eduardo RM.
*Iradj Eghrari* iradj@terra.com.br Inserido em: 2007-02-05 21:45:27
Muito já foi feito e está sendo feito para a lei pegar! Nós da Ágere Cooperação em Advocacy lançamos em 2005 um curso para 5 mil professores da rede pública, residentes em quase 500 das 558 microregiões brasileiras ( ou seja virtualmente o país inteiro!!) para se capacitarem na lei. Este curso tornou-se a base para um outro, lançado em 2006 pela UnB para mais de 25 mil outros professores, seguindo o mesmo caminho. Ambos cursos foram apoiados pela SECAD/MEC. Agora a Ágere está produzindo um novo curso de reciclagem dos que se formaram no seu curso anterior, para que se capacitem a impactar no plano político pedagógico de suas escolas para que o ensino da história da África e Afro-Brasileira se torne realidade. Serão também capacitados em produzir os seus planos de aula nesta temática. Será mais um projeto piloto que poderá ser testado e multiplicado pela SECAD/MEC. Vale a pena conferir o curso em www.agere.org.br
*Janice Caovila* caov@uol.com.br Inserido em: 2007-02-05 22:07:17
Divulgá-la mais, e diretamente para os educadores.
*Moisés Basílio Leal* moisesbasilio@gmail.com Inserido em: 2007-02-05 23:49:27
Vejo como importante dar ampla publicidade às experiências que já são realizadas no cotidiano das escolas como forma de estimular outras novas experiências. Um exemplo de projeto interessante é o "Cor da Cultura", com um rico acervo de material pedagógico e que precisa ser multiplicado.
*maria victoria benevides* vic.benevides@globo.com Inserido em: 2007-02-06 14:17:15
Parabéns, Dulce!
Usarei sua entrevista e os demais materiais sobre tema tão relevante em meu curso na Faculdade de Educação da USP.
Já ganhei meu dia hoje "ouvindo" você.
Muito grata,
e um grande abraço,
maria victoria benevides
*carmen gonçalves* cgoncalves@marista.edu.br Inserido em: 2007-02-06 16:34:15
Olá,
penso que deveria existir uma comissão de monitoramento para acompanhar a implantação da Lei 10.639. comissão composta por pessoas dos movimentos negros e cidadãos interessados em participar. mas que não necessariamente devem estar vinculados a algum movimento.
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é o controle social sobre a Lei, de modo que as escolas não fujam ao propósito da lei.
Atenciosamente,
Carmen Gonçalves
*Marcos SANTIAGO* santiagoseven@bol.com.br Inserido em: 2007-02-06 19:31:11
Para a Lei 10639 ser efetivada será preciso que os educadores estejam capacitados para desenvolverem temas de relevância social e política como esta e outras. Por tratar-se de um "mal dos tempos", e Educação no país vem se transformando em comércio, e muitas de nossas instituições tem formado apenas profissionais comprometidos com sua própria sobrevivência no sistema capitalista atual. A Educação tem se voltado exclusivamente para a formação de mão-de-obra trabalhadora, desprovindo-se de discussões sobre ética, participação política, cidadania e coletividade. Será necessário que os agentes educadores, primeiramente, sejam mobilizados e capacitados para desenvolverem temas que atendam à demanda de cidadania...
*Vavá oliveira* vavaoliveiracotia@yahoo.com.br Inserido em: 2007-02-07 14:30:22
acredito que através de trabalhos dos movimentos negros como apresentação de palestras, e documentarios nas escolas publicas e privadas é um caminho para lei pegar outra forma que desenvolvi foi a criação de um projeto o qual apresenta exposição de artes visuais itinerante, ou seja :sou artista plastico e a tematica do meu trabalho é totalmente focado na hitória da africa e dos afros decendente retrato cristo negro , minhas esculturas são baianas, amas de leite retrato princesas africanas para mostrar ao publico que antes de sermos escravisados tambem fomos reis e rainhas enfim esta exposição é levada até as escolas onde permanece por 30 dias e no decorrer de cada amostra estara acontecendo oficinas palestras , documentarios , debates com alunos e professores acredito que através deste trabalho estarei despertando o interece e a atenção da direção da escola por nossa história e automaticamente a inclusão da lei 10639/2000 em cada ponto onde acontecer a amostra.
*Julio Yamamoto* julioyamamotopf@zipmail.com.br Inserido em: 2007-02-08 10:57:41
Em Porto Feliz, interior de São Paulo, o vereador Roberto Brandão, em conjunto com o Conselho do Negro e movimentos da consciência negra, estão discutindo e preparando um projeto de lei para incluir na grade curricular do município. Acredito que, os vereadores comprometidos com os movimentos sociais, populares, do negro etc. deveriam ter esta iniciativa.
*Marta* marta.muniz@terra.com.br Inserido em: 2007-03-27 18:15:50
Primeiramente obrigar o Poder Público a promover a qualificação dos profissionais da educação. E com isso, obrigar todos os educadores e educadoras a integrarem esse plano de ação a partir dessa qualificação. E caso não aconteça, denunciar ao Ministério Público. Essas questões raciais estão presentes em nosso cotidiano escolar. E a escola como segunda Instituição de sociabilidade de nossos alunos e alunas, vêm perpertuando o preconceito e a discriminação racial. Então, a lei tem que ser cumprida. Temos muitos cursos de qualificação, mas são poucos os educadores que se interessam. Então, têm que fazer valer, tornando-se obrigatória como bem relata a Lei 10.639/03. Não é fazer a lei um "modismo", é fazer acontecer.
*gilberto domingos* gilbertodomingos@yahoo.com.br Inserido em: 2007-02-11 21:11:12
É preciso mais comprometimento das pessoas envolvidas em fazer com que esta lei se torne realmente uma realidade.
Sem alterações ou inibiçôes de comportamento de nossa história. Não podemos aceitar coisas deste genero de braços cruzados, é preciso que tenhamos coragem de dizer um basta as incoerências impostas a nossa hidtória...
Obs: Ultimamente percebemos que estão querendo adicionar ao historico educacional mais uma matéria.
O ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira nas escolas. E o que dizer sobre isto também?
Será que o negro Brasileiro não tem patria?
Fica ai estas questôes para que todos e todas possam me escrever caso queiram dar sua opnião.
Gilbertodomingos@yahoo.com.br
*anselmo de oliveira chaves* yanyvens@hotmail.com Inserido em: 2008-09-15 14:53:48
Devemos incentivar as escolas no geral inserir na grade curricular novas propostas de abordagem da lei. Mosrando a
verdadeira face historia do negro no brasil.
ja que vivemos na globalização midiática onde o negro so é lembra como massa de manobra nas eleições ou encerrados na comunidades como personas n]ao gratas na sociedade hipocrita.
*anselmo de oliveira chaves* yanyvens@hotmail.com Inserido em: 2008-09-24 11:21:01
acho de suprema importância a implantação da lei 10.639 q institui o verdadeiro papael dos afro- decendentes em nossa sociendade, sendo os jovens o público alvo as escolas em gerais tem a obrigação atravez do entreterimento inseri a vontade de conhecer mais nossas raizes.
ABRAÇO NA PROFESSORA DULCE VASCONCELO Q É UMA DE AUREA BEM CLARA E UMA GRANDE PERSSONAGEM NESSA HISTORIA.
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